sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

4-1-14, 4 de copas

Uma vez que vamos entrar no fim de semana, anteciparei ligeiramente as publicações quer relativas a sábado, quer a domingo.
Antes de falar sobre o 4 de copas, gostaria de deixar uma breve explicação sobre aquilo que senti que se adequava ao lançamento da carta do dia, com objectivo de reflexão e meditação.
Visto ser um baralho novo, para mim este processo faz todo o sentido pois, além de orientar o processo de reflexão e autoconhecimento, facilita o melhor conhecimento das cartas, visto ter imagética ligeiramente diferente daquele que uso para consultas.
Assim o meu método foi baralhar as 78 cartas juntas e depois de cortar e voltar a juntar as cartas, com a face virada para baixo, retirar a carta que está no topo, e ao longo do dia reflectir sobre as mensagens que aquela carta me transmite, bem como orientações, chegado o final do dia, essa carta vai com a face para baixo para o fundo e para o dia seguinte é novamente a carta de topo.
Quando chegar à primeira carta novamente, 78 dias depois, conforme sinta, repito o processo novamente, começando por baralhar, ou simplesmente, baralho todos os dias e retiro uma carta, uma vez que quem lança cartas, sabe que há momentos em que as cartas lançadas são recorrentes, seja como carta do dia, seja como numa consulta a determinada pessoa, como sucedeu numa consulta que fiz em que depois da mandala para perspectiva geral de 2014, quando lancei para cada plano em concreto, baralhando sempre antes de lançar, as cartas lançadas foram precisamente as que constavam da mandala.
Mas o importante é que cada um seja baralhando sempre ou baralhando uma vez apenas e ir retirando uma carta por dia, faça aquilo que a sua intuição diz fazer mais sentido.
Quanto ao 4 de copas, o naipe está associado ao elemento água e ao plano emocional/sentimental.
A carta em si, sugere crenças inequívocas, um acumular negativo de sentimentos, desilusões, visão estreita, rejeição de oportunidades ou de sentimentos de terceiros.
Aconselha a parar para reflectir e analisar todos os aspectos, fazendo uma introspecção para descobrir aquilo que o atormenta, e está a influenciar negativamente, de forma a que depois encontre uma forma de ultrapassar as dificuldades.
Nesse processo de introspecção e reflexão deve ter presente a ideia de que aquilo que o atormenta é temporário logo, ultrapassável, devendo essa reflexão ser feita com alguma distância, como se fosse feita pelos olhos de uma terceira pessoa, ou como se estivesse a ver um filme, nunca perdendo de vista aquilo que é positivo para que não se deixe abater pelas circunstâncias podendo dessa forma encontrar formas de superar aquilo que de momento não está tão bem quanto gostaria.
Para que não deixe escapar oportunidades, evite estar demasiado centrado no processo de auto-análise.
Esta carta indica que esse processo de reflexão pode ser desencadeado por algo externo, uma palavra que alguém lhe disse, alguma coisa que viu e que o faz pensar que de facto é necessário parar e reflectir.

Depois de abordar o significado da carta, penso que à luz da sua mensagem, questões que podemos colocar como ajuda à reflexão podem ser algo como:

- Porque estou nesta situação?
- Que acontecimentos me trouxeram ao ponto em que estou agora?
- Terei deixado escapar alguma oportunidade, por estar ainda "presa" a algo/alguém que já não tenho/ que gostava de ter?
- Será que tenho uma postura de se não for Y, então Z não me serve?

4 de copas é uma carta que denota insatisfação, insatisfação essa que pode cair na apatia, no não querer saber, no isolamento ou até mesmo no capricho, uma vez que a mente e a vontade estão em alguma coisa que já passou, ou que se queria muito e por causa disso, não se vê nem se quer ver outra coisa senão isso. Acabando por não compreender que se o que é desejado não se pode ter, ou por qualquer razão deixou de ter, primeiro pode ser uma questão de ainda não poder ser, em vez do não poder ser, por motivos vários, ou já não poder ser porque não é isso que  fará bem ou seja o melhor.

O universo é sábio, e entre muitas outras coisas esta carta lembra-me a frase o que é nosso com o tempo vem, se não é nosso vai com o tempo.

reflictam e confiem!

Namasté

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